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O Programa do Encontro estrutura-se em quatro blocos, organizados por tipo de risco. Esta estrutura visa conferir enfoque às sessões e direcionar o debate interdisciplinar, sem prejuízo de uma abordagem integrada em que é reconhecida a natureza transversal e interdependente dos riscos no território e dos desafios comuns que colocam à gestão territorial. 

1. RISCOS HIDROMETEOROLÓGICOS
Este bloco temático acolhe comunicações com enfoque nos riscos hidrometeorológicos, designadamente cheias, inundações, secas, ondas de calor, movimentos de vertente e eventos de precipitação intensa. Como é que o ordenamento do território pode ser uma ferramenta de redução de vulnerabilidades e aumento da resiliência das comunidades locais? Estará o sistema de gestão territorial apto a integrar os riscos hidrometeorológicos e a promover a adaptação às alterações climáticas? Que casos de sucesso de gestão do risco e de governança territorial existem no país? 

2. RISCOS COSTEIROS
Este bloco visa a discussão dos desafios colocados pela erosão costeira, galgamentos oceânicos, subida do nível médio do mar e pressão urbanística sobre as zonas litorais. Qual o balanço sobre a política de ordenamento costeiro no país? Como é que se têm gerido os conflitos entre proteção ambiental, ocupação humana e atratividade urbanística das zonas costeiras? São bem-vindas análises de casos de estudo, propostas de políticas públicas, metodologias de avaliação de risco e experiências de planeamento territorial em contexto costeiro. 

3. RISCOS DE INCÊNDIO RURAL
Nas últimas décadas tem-se assistido a um aumento da incidência do risco de incêndio rural, particularmente nas regiões do interior do país. Há um consenso em torno da assunção de que esta maior incidência se deve à transformação da paisagem, muito marcada pelo declínio demográfico e abandono dos territórios rurais. Como quebrar este ciclo? Que aprendizagens com estas ocorrências de fogo cíclico e com as sucessivas estratégias de recuperação pós-fogo? Que estrutura de propriedade e que modelos de ocupação do território e de gestão da floresta poderão minimizar este risco?

4. RISCO SÍSMICO
Portugal é um território com um grau de exposição ao risco sísmico, em particular na região de Lisboa e a sul do continente e no arquipélago dos Açores. Graças ao avanço sem precedentes no conhecimento científico, é possível alinhar urbanismo e o ordenamento do território com o primado da mitigação do risco sísmico. Que progressos tem Portugal alcançado na redução da vulnerabilidade sísmica do edificado, regulamentação técnica, proteção do património construído? Que barreiras permanecem neste domínio? Estarão os instrumentos de planeamento territorial e as políticas urbanas aptas a incorporar o primado da resiliência sísmica nas opções que tomam? Que inovações a nível internacional poderiam inspirar Portugal nesta matéria?
 
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