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Guimarães planeia "revolução urbana" para 2012 Imprimir E-mail

Público, 10.06.2009, Samuel Silva

Guimarães vai utilizar a maior parte do orçamento da Capital Europeia da Cultura (CEC) de 2012 na renovação urbana e na construção de infra-estruturas culturais. São cerca de 70 milhões de euros de investimentos, que já começaram a ser concretizados. O presidente da Câmara, António Magalhães, diz que estão criadas condições para uma "revolução urbana" na cidade, ainda mais valiosa do que a que levou a UNESCO a reconhecer o centro histórico como Património Mundial.

"As ideias que temos vão mudar muitas facetas daquilo que é tradicional em Guimarães", avança o autarca, que destaca a urgência de aproveitar "uma oportunidade única" para a cidade. Guimarães já recebeu cerca de 38,5 milhões de euros para investir nos projectos associados à CEC e tem luz verde do Ministério da Economia para a fatia que faltava garantir do orçamento previsto de 111 milhões de euros.

A aposta na renovação urbana tem como uma das maiores intervenções a envolvente do centro histórico, entre o Largo da República do Brasil e a Rua de Santo António, o que vai implicar um mudança no Largo do Toural, tido como o coração da cidade. O projecto para essa área está terminado e é assinado por Maria Manuel Oliveira, arquitecta ligada à Universidade do Minho.

O novo projecto suprimiu o parque de estacionamento subterrâneo proposto há três anos pela autarquia. Outras das novidades é a contratação de um artista plástico que será responsável por desenhar o piso da praça, com elementos evocativos da tradição local. As obras vão começar no início de 2010, prolongando-se por um ano e meio.

A intervenção neste local vai implicar uma redefinição do conceito de mobilidade da cidade. Os tradicionais autocarros vão deixar de circular no centro de Guimarães, sendo substituídos por veículos não poluentes. Os trajectos dos transportes públicos estão também a ser redefinidos, num processo liderado por António Perez Babo, da Universidade do Porto.

O antigo mercado municipal, para onde estava projectada a Casa da Memória, vai afinal acolher a Plataforma das Artes. No mesmo local, será construído um museu, com cerca de 2000 metros quadrados, que vai albergar as obras que José de Guimarães ofereceu à cidade-natal.

A Casa da Memória terá assim que encontrar uma localização alternativa, que vai passar pela recuperação de um imóvel da zona histórica. Essa será também a solução para a residência de artistas, prevista para o espaço do mercado.

O executivo aprovou ontem os estatutos de criação da Fundação Cidade de Guimarães. O novo organismo toma o lugar da empresa municipal criada em Maio para gerir a programação da CEC e tem mandato até 2015.

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